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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012


ÁFRICA

HISTÓRIA

história da África é conhecida no Ocidente por escritos que datam da Antiguidade Clássica. No entanto, vários povos deixaram testemunhos ainda mais antigos das suas civilizações. Para além disso, os mais antigos fósseis de hominídeos, com cerca de cinco milhões de anos, foram encontrados na África, permitindo considerá-la o “berço da humanidade”.
Egito foi provavelmente o primeiro estado a constituir-se na África, há cerca de 5000 anos, mas muitos outros reinos ou cidades-estados se foram sucedendo neste continente, ao longo dos séculos. Podem referir-se os estados de Kush e Meroé, ainda no nordeste de África, o primeiro estado do Zimbabwe e o reino do Congo que, aparentemente floresceram entre os séculos X e XV.
A estrutura moderna da África, em termos de divisão entre estados e línguas de trabalho, no entanto, resultou da partilha da África pelas potências coloniais europeias na Conferência de Berlim. Com excepção da Etiópia, que só foi dominada pela Itália durante um curto período, e da Libéria, que foi um estado criado pelos Estados Unidos da América durante o processo de abolição da escravatura, no século XIX, todos os restantes países de África apenas conheceram a sua independência na segunda metade do século XX.
cultura da África reflete a sua antiga história e é tão diversificada como foi o seu ambiente natural ao longo dos milênios. A África é o território terrestre habitado há mais tempo, e supõe-se que foi neste continente que a espécie humana surgiu; os mais antigos fósseis de hominídeos encontrados na África (Tanzânia e Quênia) têm cerca de cinco milhões de anos. O Egito foi provavelmente o primeiro Estado a constituir-se na África, há cerca de 5000 anos, mas muitos outros reinos ou cidades-estados se foram sucedendo neste continente, ao longo dos séculos (por exemplo, Axum, o Grande Zimbabwe). Para além disso, a África foi, desde a antiguidade, procurada por povos doutros continentes, que buscavam as suas riquezas.
O continente africano cobre uma área de cerca de 30 milhões de quilômetros quadrados, um quinto da área terrestre da Terra, e possui mais de 50 países. Suas características geográficas são diversas e variam de tropical úmido ou floresta tropical, com chuvas de 250 a 380 centímetros a desertos. O monte Kilimanjaro (5895 metros de altitude) permanece coberto de neve durante todo o ano enquanto o Saara é o maior e mais quente deserto da Terra. A África possui uma vegetação diversa, variando de savanaarbustos de deserto e uma variedade de vegetação crescente nas montanhas bem como nas florestas tropicais e tropófilas.
Como a natureza, os atuais 800 milhões de habitantes da África evoluíram um ambiente cultural cheio de contrastes e que possui várias dimensões. As pessoas através do continente possuem diferenças marcantes sob qualquer comparação: falam um vasto número de diferentes línguas, praticam diferentes religiões, vivem em uma variedade de tipos de habitações e se envolvem em um amplo leque de atividades econômicas.
Nações Africanas:
1. África do Sul (Pretória / rande)
2. Angola (Luanda / kwanza)
3. Argélia (Argel / dinar argeliano)
4. Benin (Porto Novo / franco CFA)
5. Botsuana (Gaborone / pula)
6. Burquina Fasso (Uagadugu / franco CFA)
7. Burundi (Bujumbura / franco burundinês)
8. Camarões (Iaundê / franco CFA)
9. Chade (Ndjamena / franco CFA)
10. Congo, ex-Zaire (Kinshasa / franco congolês)
11. Congo (Brazzaville / franco CFA)
12. Costa do Marfim (Abidjan / franco CFA)
13. Djibuti (Djibouti / franco djibutiano)
14. Egito (Cairo / libra egípcia)
15. Eritreia (Asmará / nakfa)
16. Etiópia (Addis Abeba / birr etíope)
17. Gabão (Libreville / franco CFA)
18. Gâmbia (Banjul / dalasi)
19. Gana (Acra / cedi)
20. Guiné (Conakry / franco guineano)
21. Guiné-Bissau (Bissau / franco CFA)
22. Guiné Equatorial (Malabo / franco CFA)
23. Lesoto (Maseru / maloti)
24. Libéria (Monróvia / dólar liberiano)
25. Líbia (Trípoli / dinar líbio)
26. Malauí (Lilongwe / kwacha)
27. Mali (Bamaco / franco CFA)
28. Marrocos (Rabá / dirrã marroquino)
29. Mauritânia (Nouakchott / ouguiya)
30. Moçambique (Maputo / metical)
31. Namíbia (Windhoek / dólar namibiano)
32. Níger (Niamei / franco CFA)
33. Nigéria (Abuja / naira)
34. Quênia (Nairóbi / xelim queniano)
35. República Centro-Africana (Bangui / franco CFA)
36. Ruanda (Kigali / franco ruandês)
37. Saara Ocidental (El Aaiun / dirrã marroquino)
38. Senegal (Dacar / franco CFA)
39. Serra Leoa (Freetown / leone)
40. Somália (Mogadíscio / xelim somali)
41. Suazilândia (Mbabane / lilangeni)
42. Sudão (Cartum / dinar sudanês)
43. Sudão do Sul (Juba / dinar sudanês)
44. Tanzânia (Dodoma / xelim tanzaniano)
45. Togo (Lomé / franco CFA)
46. Tunísia (Túnis / dinar tunisiano)
47. Uganda (Kampala / xelim ugandense)
48. Zâmbia (Lusaka / kwacha)
49. Zimbábue (Harare / dólar zimbábuano)



Países Insulares:
50. Ilha de Madagascar (Antananarivo / franco malgaxe)
51. Ilhas de Cabo Verde (Cidade de Praia / escudo)
52. Ilhas Maurício (Port Louis / rupia mauriciana)
53. Ilhas São Tomé e Príncipe (São Tomé / dobra)
54. Ilhas Seychelles (Victoria / rupia seichelense)


PAÍSES AFRICANOS QUE OS POVOS VIERAM ESCRAVIZADOS:


Dos estudos já realizados, reconhece-se desde o séc. XVI a presença no Brasil de africanos de origens de Nações “Bantu”, a esse grupo pertenciam os negros chamados e de Nações: do Kongo; Angola; Moçambique; Makuas; Kabinda; Benquela; Monjolo, Musikongos, Rebolos, Munjolos etc... Mais tarde, a vinda dos povos de Nações Sudaneses com o seu linguajar de origem Yorùbá, a “língua geral” dos escravos, em muitos Estados do Brasil, tendo dominado as línguas faladas pelos escravos de outras Nações existentes em nosso País. Para melhor definição do idioma Yorùbá: pertence ao grupo “Kwa” de Línguas Sudanesas e ao grupo Nígerokameruniano, compreende vários sub-grupos e dialetos, e entre os quais o “Egbá” que inclui a Nação de Keto (Kétu) - e a Nação de Ijexá (Ìjèsà) – e a Nação de Òyó, sendo a mesma, a Região e Cidade da Nigéria, África Ocidental, antiga Capital Política do reino de idiomas Yorùbá e a de maior importância cultural e religiosa entre os povos sudaneses; desta Nação, região e cidade vindo negros escravos com ritos próprios, subsiste até hoje no Estado do Rio Grande do Sul, assim como, povos de Nação Ewe ( evoes) também chamados de “anago” – nome dado pelos “daomeanos” aos povos que falavam o Yorùbá, tanto na Nigéria como no Daomei, Togo e arredores e que os franceses chamavam apenas de “Nagô”. Portanto, Nagô não é uma Nação Africana e sim todo os povos Sudaneses que falam o idioma Yorùbá. Com os povos africanos, vieram também os cultos religiosos de cada região de sua origem, e, que devido aos empórios de escravos e a mistura destes, e também de rituais, originaram as chamadas religiões, hoje, chamadas por muitos de afro-brasileiras, eu prefiro, chamar de africanistas. REFERÊNCIAS TERRITORIAIS DE ORIGEM DO TRÁFICO DE POVOS AFRICANOS ESCRAVIZADOS PARA O BRASIL:OS PRINCIPAIS PAÍSES FORAM: ANGOLA, CONGO, MOÇAMBIQUE, COSTA DO MARFIM, GANA, BENIM, NIGÉRIA, MADAGASCAR, GUNÉ EQUATORIAL, GUINÉ-BISSAL, UGANDA, SERRA-LEOA, SENEGAL, MALI, CABO VERDE, SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE, CAMARÕES, BENGUELA, BURKINA, NIGER, ENTRE OUTROS.NO SÉCULO XVI, A PRINCIPAL REFERÊNCIA TERRITORIAL É DADA PELAS REGIÕES CARACTERIZADAS COMO ALTA E BAIXA GUINÊ.OS ESCRAVOS TRAZIDOS DESSAS REGIÕES FORAM ENCAMINHADOS, PRINCIPALMENTE, PARA AS ÁREAS AÇUCAREIRAS DE PERNAMBUCO E DA BAHIA, COMO TAMBÉM PARA O MARANHÃO E O GRÃO-OARÁ.NOS SÉCULOS XVII e XVIII, AS ROTAS DO TRÁFICO NEGREIRO SE CONSTRUÍRAM: AS COSTAS DA MINA E DE ANGOLA OCORRENDO EM GRANDE VOLUME DE POVOS AFRICANOS PARA O TERRITÓRIO BRASILEIRO.NESTE PERÍODO OS POVOS AFRICANOS FORAM TRANSPORTADOS PARA O ESTADO DA BAHIA, PERNAMBUCO, ALAGOAS, MARANHÃO, RIO GRANDE DO NORTE, GRÃO PARÁ, MINAS GERAIS, RIO DE JANEIRO, SÃO PAULO e REGIÃO DO CENTRO-SUL.VIERAM CONSTRUIR A FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO SERES HUMANOS DOS DIVERSOS TIPOS DE ETINIAS :IORUBÁS, GEGÊS, MINAS, CONGOS, ANGOLAS, ANJICOS, LUNDAS, QUETOS, HAUÇAS, FULAS IJEXÁS, JALOFOS, MANDINGAS, NAGÔS, FONS, ARDAS, CALUNGAS, DENTRE MUITAS OUTRAS QUE POSSIBILITARAM O QUE PODEMOS DENOMINAR DE AFRO-DESCENDENTES, OU SEJA, BRASILEIROS DE MATRIZ AFRICANA.

Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP)

Todas estas nações da lusofonia africana se tornaram independentes em 1974-75, na sequência do processo de descolonização de Portugal, resultante da Revolução do 25 de abril de 1974, do fim do Estado Novo e do fim das guerras contra o domínio de Lisboa, particularmente em Angola, Moçambique eGuiné-Bissau.
Tornados independentes e com um rumo próprio, cada um mergulhou nas órbitas de influência geo-política de conveniência, tendo em conta as suas potencialidades econômicas e estratégicas. A exclusão social,a pobreza, a fome e a violência marcam ainda o panorama dos PALOP.

Angola

O maior dos PALOP (1 246 700 km2) é também o potencialmente mais rico em termos de recursos (petróleo, diamantes) e o mais conturbado politicamente, tendo vivido até há pouco tempo em clima de guerra civil. Com mais de 10 milhões de habitantes e uma diáspora de aproximadamente 3 milhões de angolanos, experimenta assimetrias de distribuição de riqueza enormes e um baixo nível de vida entre a população, com uma taxa de inflação altíssima (chegou aos 90% em 1998), pobreza urbana na ordem dos 66%, êxodo rural maciço e deslocados e mutilados de guerra em grande escala. O desemprego é superior aos 30-40% da população.

Moçambique

Com 801 590 km2 e mais de 19 milhões de habitantes, é o segundo maior dos PALOPS, mas um dos mais agitados em termos políticos e de violência, embora com um processo de democratização mais avançado que Angola. Assistiu a uma guerra civil dilacerante, com inúmeras mudanças em termos econômicos e sociais, mas com um processo de paz que começou a ser implantado a partir de 1992, ainda que com várias fraturas sociais e políticas. Com os seus recursos destruídos e consumidos pela guerra, atravessa uma fase de reconstrução de infraestruturas e de relançamento da produção agrícola, a sua maior fonte de riquezas, já que não tem tantos recursos minerais estratégicos como Angola. A migração para as minas da África do Sul diminuiu. A maior parte da população é rural.

Guiné-Bissau

Um dos mais agitados países dos PALOP, é também um dos mais pobres e de menores dimensões (36 120km2), com mais de 1 360 000 habitantes, em grande parte muçulmanos. Depois de uma guerra civil de 11 anos, experimentou alguma acalmia, mas sem progresso econômico, que foi ainda mais afetado entre 1998 e 1999, quando ocorreram violentos conflitos político-militares, que fizeram descer a produção agrícola e mergulharam o país numa crise de que ainda não vê saída. Possui uma dependência alimentar enorme e um atraso tecnológico maior, com um escasso e depauperado tecido industrial. Possui alguns recursos minerais por explorar, como acontece com a pesca, uma das suas riquezas, a par das potencialidades turísticas. Regista de há muito elevados fluxos migratórios, não apenas para fora do país mas também em termos de êxodo rural, com profundas alterações de ordem social.

Cabo Verde

O mais árido dos PALOP, o estado insular de Cabo Verde (10 ilhas, 4 033 km2) e c. 412 000 habs.),conheceu algum progresso econômico entre 1988 e 1995, caindo depois numa situação de menor crescimento. As secas são o grande flagelo das ilhas, com degradação ambiental e empobrecimento da população. A agricultura é a principal fonte de riqueza, a par das divisas do turismo e das remessas dos emigrantes, mas a desertificação das ilhas tem comprometido as produções, elevando a taxa de desemprego da população para taxas superiores a 25%. É um dos países africanos com maior taxa de participação ativa da mulher na sociedade e na administração, pontificando também entre os que mais têm combatido com sucesso o analfabetismo.


São Tomé e Príncipe

O mais pequeno dos PALOP (1001 km2) é composto por duas ilhas e tem cerca de 165 mil habitantes,com uma densidade populacional elevada (164,8 habs/km2). A maior parte da população vive nas mesmas condições em que vivia há 30 anos, sem infraestruturas sanitárias e habitações precárias.Depois de uma economia centralizada e de modelos governamentais fortemente intervencionistas,assistiu-se, desde os anos 80, a uma liberalização econômica do país, mas sem grandes resultados,apesar dos esforços na área da agricultura (cacau) e do turismo, principais fontes de receita do PIB são-tomense. Cerca de 40% da população é tecnicamente pobre, com um rendimento inferior a um dólar americano por dia, em média, num país com uma elevada dívida externa e baixa produção. Este cenário parece no entanto poder vir a mudar, já que foram avaliadas enormes potencialidades para o país na produção de petróleo no seu off-shore, o que abre grandes esperanças aos são-tomenses, mas uma vizinhança difícil com a poderosa Nigéria.
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DESERTOS DA ÁFRICA

Os dois maiores desertos da África são: O Saara o maior do mundo fica na parte norte da África, enquanto deserto do kalahari  fica na porção sul do continente africano. O deserto do Saara possui 9 000 000 Km² maior que o território do Brasil. Uma imensidão de areia. Nesta área se encontra vários países. Ja o deserto do Kalahari, possui uma área de 600 000 Km². 
A origem dos desertos é natural em região de clima seco, quase sempre quando existem uma barreira de montanhas próximas ao litoral, impedindo a passagem dos ventos úmidos que levam a chuva para aquela área.
Neste caso dos desertos africanos a explicação tem mais um elemento causador. O deserto do Saara fica na linha do trópico de Capricórnio e nesta região por ser uma zona de permanente alta pressão atmosférica que é dispersora de ventos.
Os desertos africanos vem crescendo a cada ano devido à forma de ocupação humana principalmente no sul do Saara devido ao desmatamento para atividades agrárias de manejo rudimentar ou monocultura com o objetivo de exportação.O único meio de conter a desetificação, seria o replantio de árvores nas bordas subsaarianas, mas isto se torna difícil devido ao retorno em forma de lucros ser a longo prazo.A expansão do Saara para o sul, o uso das melhores terras para o plantio para exportação tem agravado o problema da forme nesta região com muita seca, fome, morte e subnutrição. O deserto cresce a cada ano.


CULTURA AFRO BRASILEIRA TRAZIDA PELOS POVOS ESCRAVIZADOS:


Os africanos contribuíram para a cultura brasileira em uma enormidade de aspectos: dança, música, religião, culinária e idioma. Essa influência se faz notar em grande parte do país; em certos estados como Bahia, Maranhão, Pernambuco, Alagoas, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul a cultura afro-brasileira é particularmente destacada em virtude da migração dos escravos.
Os bantos, nagôs e jejes no Brasil colonial criaram o candomblé, religião afro-brasileira baseada no culto aos orixás praticada atualmente em todo o território. Largamente distribuída também é a umbanda, uma religião sincrética que mistura elementos africanos com o catolicismo e o espiritismo, incluindo a associação de santos católicos com os orixás.
A influência da cultura africana é também evidente na culinária regional, especialmente na Bahia, onde foi introduzido o dendezeiro, uma palmeira africana da qual se extrai o azeite-de-dendê. Este azeite é utilizado em vários pratos de influência africana como o vatapá, o caruru e o acarajé.
Na música a cultura africana contribuiu com os ritmos que são à base de boa parte da música popular brasileira. Gêneros musicais coloniais de influência africana, como o lundu, terminaram dando origem à base rítmica do maxixe, samba, choro, bossa-nova e outros gêneros musicais atuais. Também há alguns instrumentos musicais brasileiros, como o berimbau, o afoxé e o agogô, que são de origem africana. O berimbau é o instrumento utilizado para criar o ritmo que acompanha os passos da capoeira, mistura de dança e arte marcial criada pelos escravos no Brasil colonial.


ETNIAS

Tribos e grupos étnicos

A África é o lar de inumeráveis tribos, grupos étnicos e sociais, algumas representam populações muito grandes consistindo de milhões de pessoas, outras são grupos menores de poucos milhares. Alguns países possuem mais de 20 diferentes grupos étnicos. Todas estas tribos e grupos possuem culturas que são diferentes, mas representam o mosaico da diversidade cultural africana.
Estas tribos e grupos étnico/social incluem os AfarÉwés, Amhara, ÁrabesAshantis, Bacongos, Bambaras, Bembas, Berberes, Bobo, BubisBosquímanos, Chewas, Dogons,Fangs,FonsFulasHútusIbosIorubás, Kykuyus,MasaisMandingosPigmeus, Samburus, Senufos, TuareguesTútsisWolof e Zulus.
Mulher com tradicional vestimenta queniana.
A maior parte da população africana é constituída por diferentes povos negros, teoria que implica manifestações de preconceito racial em outros continentes como América e Europa, por exemplo, mas há expressiva quantidade de brancos, que vivem principalmente na porção setentrional do continente, ao norte do Deserto do Saara - por isso mesmo denominada África Branca. São principalmente árabesegípcios e bérberes, entre os quais se incluem os etíopes e os tuaregues; aparecem ainda, embora em menor quantidade, judeus e descendentes de europeus. Estes últimos estão presentes também, na África do Sul e são em sua maioria originários das Ilhas Britânicas e dos Países Baixos.
Ao sul do Saara temos a chamada África Negra, povoada por grande variedade de grupos negróides que se diferenciam entre si principalmente pelo aspecto físico, mas também por diferenças culturais, como asreligiõesque professam e a grande diversidade de línguas que falam. Os grupos mais importantes são:
Mulher khoisan de Botswana.
Além dos negros e dos brancos, encontramos na África os malgaxes, povo de origem malaia que habitou a ilha de Madagáscar, os indianos trazidos pelos colonizadores ingleses para a África Oriental, além de um pequeno número de imigrantes chineses.

[editar]Religiões                                                       

Mapa religioso da África.
Em correspondência com os diferentes ramos étnico-culturais, encontram-se na África três religiões principais: o islamismo, que se manifesta sobretudo na África Branca, mas é também professado por numerosos povos negros; o cristianismo e "catolicismo" religião levada por missionários e professada em pontos esparsos do continente; e o animismo, seguido em toda a África Negra. Esta última corrente religiosa, na verdade, abrange grande número de seitas politeístas, que possuem em comum a crença na força e na influência dos elementos da natureza sobre o destino dos homens.

[editar]Línguas

Mapa linguístico da África.
Da mesma forma que as religiões, existem inúmeras línguas no continente: várias línguas de origem africana e os idiomas introduzidos pelos colonizadores, utilizados até hoje. Os principais são:árabe,inglêsfrancês,português,espanhol e africâner, língua oriunda do neerlandês, falada pelos descendentes de neerlandesesalemães efranceses da África do Sul e da Namíbia.

OUTRO OLHAR - Mulher negra no mercado de trabalho

A EXCLUSÃO DO NEGRO NO MERCADO DE TRABALHO

terça-feira, 18 de setembro de 2012

LAURO DE FREITAS Etimologia e Historiografia A freguesia Santo Amaro de Ipitanga tinha esse nome, pois cresceu a partir da igreja matriz de Santo Amaro de Ipitanga. Assim ficou até sua emancipação de Salvador, em 1962, quando o vereador Paulo Moreira de Souza propôs substituir Santo Amaro de Ipitanga por Lauro de Freitas, homenageando o político baiano Lauro Farani Pedreira de Freitas candidato a governador da Bahia falecido na campanha de 1950 juntamente com Gercino Coelho (pai do ex-governador Nilo Moraes Coelho), em um acidente aéreo em Bom Jesus da Lapa. Essa homenagem póstuma foi uma grande motivação, assim como ocorreu em Simões Filho, para que o distrito soteropolitano se transformasse em um município. E agora, há um movimento polêmico na cidade para devolver o nome do padroeiro, por causa disso a prefeitura pretende conscientizar os cidadãos da história da cidade para depois realizar um plebiscito para escolher o nome da cidade. A história do município de Lauro de Freitas, antes se chamava pelos povos indígenas de Ipitanga (Águas Vermelhas), A região era habitada por indígenas Tupinambás, se inicia no século XVI, em maio de 1552, quando Garcia D'Ávila, homem de arma de sua Alteza, natural de São Pedro de Retes (Portugal), recebeu de seu primo, Tomé de Sousa, grande lotes de terra no litoral baiano que engloba hoje desde o bairro de Amaralina até as terras do Estado do Piauí. Nessas terras foi desenvolvido um modelo quase feudal. Garcia D’Ávila avançou nas pastagens de gado, plantio de cana-de-açúcar, tornando-se o introdutor da pecuária extensiva no nordeste do Brasil. Em Tatuapara, hoje, pertencente ao município de Camaçarí construiu a Casa da Torre. Em Vila de Abrantes, pertencente a jurisdição da Freguesia de Santo Amaro de Ipitanga, antes chamada de Aldeia do Espírito Santo, fundada em 1558, foi instalada uma missão jesuíta com extensão até a localidade chamada Ipitanga, criando aí um aldeamento catequético que deu origem a Freguesia de Santo Amaro de Ipitanga em 1578, quando foi construída uma pequena igrejinha que contou com o apoio da família D'Ávila, proprietária da Casa da Torre. Muito embora, existam divergências nas datas de criação da Freguesia de Santo Amaro de Ipitanga, para alguns historiadores a data oficial da sua criação é de 1578, ocasião em que Dom Antônio Barreiro era Bispo do Brasil, para outros é 1608, qdo ocorreu a instalação da missão de santo Amaro de Ipitanga, como está registrado no livro do Padre Serafim Leite (História da Companhia de Jesus no Brasil, 1938). Em 15 de janeiro de 1608, a missão de S. Amaro de Ipitanga é instalada no Bispado de D. Constantino Barradas. A Paróquia Santo Amaro de Ipitanga tem esta data como oficial da sua fundação. A partir de meiado do século XVI, por situar-se numa zona próxima ao mar, que favorecia o escoamento da produção agrícola, vieram os engenhos de açúcar e com eles os negros que influenciaram fortemente a cultura local. Ainda hoje se pode encontrar descendentes de famílias escravas, guardiãs dos costumes afros, praticantes do candomblé. No século XVII a história da cidade é marcada por um surto de cólera, que dizimou parcela considerável da população, e pela construção da matriz de Santo Amaro de Ipitanga, erguida na parte mais alta da cidade. A matriz se constituiu na construção mais representativa desse período colonial no Brasil. Durante a invasão holandesa (1624/25), a Freguesia e a Aldeia serviram como base de refúgio dos portugueses. O governo português as transformou em reduto, abrigando o comando eclesiástico e militar, que viriam a organizar as lutas e ações militares para a expulsão dos invasores. Originalmente, Lauro de Freitas pertencia a Salvador, até que em 1880 passou a distrito de Montenegro, atual Camaçari. Em 1932retornou a Salvador, até que em 31 de julho de 1962 foi transformado em município. Onze anos depois passou a integrar a Região Metropolitana de Salvador. EX-PREFEITOS DA CIDADE DE LAURO DE FREITAS: 1 . CELSO ALVES PINHEIRO DA SILVA 2 . AMARÍLIO TIAGO DOS SANTOS 3 . JOSÉ A TEMPORAL 4 . JOSÉ MENDES 5 . FERNANDO SABINO 6 . MIGUEL SANTOS SILVA 7 . ALFREDO AGOSTINHO DE DEUS 8 . ISMAEL ORNELAS FREITAS 9 . GERINO DE SOUZA FILHO 10. PAULO JOSÉ ROSAS 11. JOÃO FELIPE DE SOUZA LEÃO 12. OTÁVIO DE CARVALHO PIMENTEL 13. ROBERTO DE OLIVEIRA MUNIZ (1997/2000) 14. MARCELO ABREU (2001/2004) 15. MOEMA GRAMACHO - ATUAL (2004/2012) Subdivisões (Bairros) Lauro de Freitas tem como distrito único, a sede. Está dividida em bairros, os quais são: Areia Branca, Buraquinho, Caixa d'Água, Caji, Centro, IIpitanga, Itinga, Parque São Paulo (Itinga) Jambeiro, Miragem, Portão, Vida Nova, Vilas do Atlântico e Jardim do Jockey, Capelão, Capiarara (Capim de Arara). Areia Branca é o mais distante, a 30 km do Centro, preserva bastante costumes rurais. Caji e Jambeiro são áreas rurais, apesar de Caji possuir um condomínio na margem da Estrada do Coco, o Condomínio Beira Rio, que fica em frente a matriz da Insinuante, conhecida também como Mega Insinuante da Estrada do Coco. Itinga (da língua tupi, Águas Claras) possui mais da metade da população do município, mais de 70 mil habitantes, está localizado a cinco quilômetros do Centro de Lauro de Freitas. Portão é o segundo maior em população, está separado pela Estrada do Coco de Vilas do Atlântico, que originalmente foi um condomínio de luxo construído para abrigar a classe média que fugia da agitação de Salvador. Vida Nova vem se destacando pelo rápido crescimento e também pelas empresas que se instalaram no local, sobretudo as que fazem parte do chamado Pólo de Brinquedos (Acalanto, Baby Brink e outras), e também com os investimentos em conjuntos habitacionais com o apoio da Caixa Econômica e dos Governos Federal e Estadual juntamente com a Prefeitura. Jardim do Jockey é um bairro de classe alta, o mais próximo do Centro, está praticamente incorporado ao Centro, situa-se a margem do Rio Ipitanga. Geografia Lauro de Freitas está localizado ao norte da capital baiana, na região do Litoral Norte da Bahia, com 60km² e aproximadamente 170 mil habitantes. Faz divisa ao sul com Salvador pela praia de Ipitanga; também a oeste com Salvador; ao norte com Camaçari, divisa pelo Rio Joanes, que se encontra em estado de poluição elevada, e Simões Filho, pelo CIA; e a leste com o Oceano Atlântico. Possui uma clima tropical quente úmido de temperaturas médias anuais equivalentes a 24°C. Os períodos chuvosos são no mês de abril e de junho com precipitação média anual de 1800 mm. Seu relevo é composto por tabuleiros, planaltos costeiros, baixos tabuleiros e colinas do Recôncavo. O solo é do tipo lato solo vermelho amarelo distrófico, podzólico vermelho amarelo, com predominância de areias quartzozasmarinhas distróficas. A vegetação compreende a cobertura vegetal da orla marítima com coqueirais em solo arenoso e dunas recobertas por plantas rasteiras, arbustos e semi-arbustos. PRAIAS E RIOS Lauro de Freitas possui um litoral de seis quilômetros banhados pelo Oceano Atlântico, divididos em três praias: Buraquinho, Praia de Ipitanga e Vilas do Atlântico. Os rios principais do município são o Rio Joanes, que desagua no Oceano Atlântico e separa Lauro de Freitas e Camaçari, e o Rio Ipitanga, que corta a cidade desaguando no Joanes. Há também vários córregos e outros dois rios, Sapato e Goro, entretanto ambos estão em acelerado processo de deterioração. A unidade de conservação do município que se destaca como apta à prática do ecoturismo é a Área de Proteção Ambiental Joanes/Ipitanga com cerca de 22 mil hectares de mata atlântica. Economia Lauro de Freitas possui um PIB de mais de um bilhão de reais (chegando a ser o 5º maior do estado). É considerado um dos municípios mais industrializados da Bahia; possuindo uma fábrica da Lenoxe ocupando a 3ª posição entre eles, detendo um grande pólo de "indústrias limpas". Ocomércio de Lauro de Freitas é concentrado na Estrada do Coco (BA-099), que corta o município, mas também nos centros dos seus principais bairros. Areia Branca, Jambeiro, Capelão, Capiarara (Capim de Arara) não são mais áreas rurais e sim "áreas mistas" assim os considerados pela PMLF. Areia Branca ainda possui um problema que são as divisões de terras pois parte pertence ao município de Lauro de Freitas e parte à Salvador. Considera se que o Bairro de Barro Duro também é pertencente ao municipío de Lauro de Freitas apesar das proximidades da CEASA e de Simoes Filho.Jambeiro possui uma barragem grande que retém as águas que servem à Salvador reformado em 1956. As matas que cercaneiam Areia Branca são dos poucos locais entre Salvador e Lauro de Freitas que ainda se mantém intocáveis possuindo uma vasta fauna e flora. Infra-estrutura  Segundo a Secretaria Municipal de Transportes de Lauro de Freitas, a frota de veículos do município é cerca de mais de 85.000 automóveis.  Foi em Lauro de Freitas, então Santo Amaro de Ipitanga, que surgiu o primeiro campo de aviação terrestre da Bahia, construído pela empresa francesa de aviação civil Latécoére, entre 1930 e 1940, o Aeródromo Santo Amaro de Ipitanga, que foi o antecessor do Aeroporto de Ipitanga, mais tarde Dois de Julho, e atualmente Deputado Luís Eduardo Magalhães. Cultura Localizada na praça principal da cidade, a Igreja Matriz de Santo Amaro de Ipitanga é o mais representativo monumento arquitetônico. Datada do final do século XVII a igreja do padroeiro localiza-se em um dos pontos mais altos do município e com a sua festa em janeiro onde ocorre a lavagem, a procissão e a missa solene torna-se o maior evento religioso local e importante atrativo turístico com a participação de baianas típicas. Foi o primeiro município brasileiro a criar uma Secretaria de Políticas para Mulheres para atuar no combate as desigualdades entre os sexos e a implantar um departamento de políticas públicas para promover a igualdade racial. RELIGIÕES: Catolicismo, Protestantismo, Cristianismo, Espiritismo, Candomblecista, Budista, entre outras. Pontos turísticos: - Igreja Matriz de Santo Amaro de Ipitanga: Único monumento de relevante valor histórico e artístico do município, edificada no ponto mais alto da antiga Vila. O edifício de elevado valor monumental, foi tombado pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), em 31de janeiro de 1944. Os painéis de azulejos azuis com figuras avulsas são compreendidos do período entre 1740 a 1750. - Terreiro São Jorge Filho da Goméia: Localizada na Rua Queira Deus, 78, em Portão, o Terreiro São Jorge é uma das mais antigas casas de culto afro-brasileiro do município, remanescente da nação Angola, foi fundada há 60 anos, pela Ialarorixá Altamira Maria da Conceição Souza, conhecida como Mãe Mirinha de Portão, parteira e Mãe de Santo muito famosa e atuante no distrito de Portão. O terreiro foi o primeiro do município a ser tombado pelo IPAC, no dia 15 de abril de 2003. Hoje, a Associação São Jorge da Goméia, que funciona anexa ao templo, é uma ONG que preta inestimáveis serviços à comunidade através de oficinas de tecelagem, de estética afro, de dança, de capoeira, de percussão e curso de informática. Faz parte desse projeto o Bloco Afro Bankoma, atração no carnaval de Salvador e de Lauro de Freitas. - Reserva Indígena Thá fene em Quingoma. - Ruínas do Engenho Japara: - Mercado do Artesanato de Lauro de Freitas. - Samba de Roda de Quingoma e Samba de Viola de Portão, tombados como Patrimônio Imaterial. - Barragem Joanes II, situada na localidade de Jambeiro. - As praias de Buraquinho, encontro dos rios joanes e sapato com o mar. - Praia de Ipitanga, a praia dos Surfistas. - Praia de Vilas, famosa pelo seu calçadão e suas barracas. - Centro da Cultura Afro Mãe Mirinha de Portão, antigo Terminal Turístico de Portão. - Ruínas do antigo Portão e ponte que dava acesso a Santo Amaro de Ipitanga, entrada pela via norte, vindo por Camaçari. (FESTAS POPULARES) Eventos e datas comemorativas Festival Ipitanga de Teatro O Festival Ipitanga de Teatro (FIT) foi realizado a partir da primeira semana de janeiro e faz parte das comemorações à festa do padroeiro da cidade -Santo Amaro de Ipitanga, mas em sua terceira edição, em 2008, foi adiado para abril por receber patrocínio público estadual do Fundo de Cultura da Bahia, além da reforma do Centro de Cultura de Lauro de Freitas e sua quinta edição foi realizada entre 12 a 22 de maio de 2010.[12] O Festival se tornou um dos mais importantes do estado, com a participação de espetáculos de vários estados brasileiros: Bahia, Sergipe, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Amazonas, Minas Gerais, Goiás, Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Com apresentação de mais de cem espetáculos. O evento é organizado pela Sociedade Cultural Távola e tem como direção e produção geral, Nivaldo Nery Filho, o Duzinho Nery. Natal de Vilas Evento que ocorre desde 23 se Dezembro de 2006 no último final de semana antes do dia 24 de dezembro que visa comemorar o nascimento de Jesus. Uma belíssima encenação que envolve as artes teatrais, música (coral infantil e adulto), dança e cenografia. Este evento é promovido pela IBVA (Igreja Batista de Vilas do Atlântico)e é aberto ao grande público.  Janeiro  Dia 5 ao 7: Terno de Reis;  Dia 6 ao 15: Festa de Santo Amaro de Ipitanga;  Fevereiro  Data móvel: Lavagem de Vilas;  Dia 2: Festa de Iemanjá em Buraquinho;  Dia 28: Combate no Rio Joanes / Massacre dos Negros Males;  Março  Data móvel: Festa de São Francisco de Assis na praia de Buraquinho;  Abril  Data móvel: Queima de Judas, Sábado de Aleluia, Semana Santa, encenação da Paixão de Cristo no Centro e em Itinga;  Maio  Data móvel: Lavagem de Portão, que dura três dias;  Junho  Dia 1 ao 29: Festejos Juninos de Santo Antônio, São Pedro e São João;  Julho  Dia 31: Emancipação política e aniversário do município;  Agosto  Dia 15 ao 22: Semana do Folclore;  Novembro  Data móvel: Lavagem do Largo do Caranguejo em Itinga;  Dia 5 ao 12: Semana da Cultura;  Dezembro  Dia 20: Natal de Vilas;  Sempre no último sábado do mês: Lavagem do Pé de Oiti;  Dia 31: Reveillon nas Praias. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Lauro_de_Freitas#Hist.C3.B3ria FREITAS, Gildásio Vieira de & CORREIA, Emanuel Paranhos. Livro da História de Lauro de Freitas: antiga Freguesia de Santo Amaro de Ipitanga. 3ª Ed, JSP Jornal e gráfica, Lauro de Freitas/Ba, 2008.